quinta-feira, 31 de março de 2011

Brasil, o país que ainda tem que aprender a ser solidário


Depois de alguns dias em Paris, pude constatar algumas coisas sobre o Brasil.

Não, nada de comparações e discursos sobre como a Europa é melhor e blá blá blá...até pq não penso dessa forma. Mas uma coisa me chamou a atenção...como nós temos uma cultura individualista e como pensamos demais em nós mesmos e esquecemos de dar lugar apressado na escada rolante, às pessoas que querem usar a faixa de segurança, sair ou entrar por uma porta.

Chega a ser engraçado, mas ao andar de metrô em Paris, podemos perceber como a abundância de recursos naturais, espaço e alimentos pode fazer mal para uma sociedade. Temos comida de sobra, água de sobra, nosso país nunca foi arrasado por nunhum conflito interno ou externo, temos espaço sobrando e áreas ainda inexploradas em nosso país. Acho que tudo isso nos levou a uma forma de pensar que não considera o próxima, pois ele vai se virar. Não que lá não existam pessoas más-educadas, ladrões, pobres, mendigos e bêbados. Lá existe tudo isso, mas a forma de lidar com o dia-a-dia é diferente.

Voltando ao metrô, lá até na escada rolante as pessoas respeitam a regra de que na direita fica quem quer andar mais devagar ou até mesmo subir parado. À esquerda o caminho fica livre para quem precisa correr para pegar o trem, está atrasado ou simplesmnente é mais apressado. Ao entrar no metrô, primeiro todos saem para depois alguém entrar. Alguém aqui em Porto Alegre já percebeu como essa regra não existe nem mesmo em elevadores ou na entrada do ônibus? Quantas vezes já batemos de frente com alguém tentando entrar pela mesma porta em que estamos saindo?

Pois é, entre outros detalhes como esse que percebemos o quanto a dificuldade faz com que uima sociedade se torne mais solidária. A solidariedade está nas pequenas coisas do dia-a-dia, como pensar que se eu parar na esquerda da escada rolante, vou atrasar alguém ou pelo menos deixá-lo de mau-humor. Se eu andar devagar na esquerda da rua, vou causar um acidente, com pessoas que nada tem a ver com o meu problema de gostar da esquerda. Por que não seguir a regra? Por que achar que o mundo gira em torno de mim?

Nós brasileiros precisamos aprender a ser solidários sempre. Aprender que a nossa liberdade termina quando começa a do próximo. Ou seja, ser solidário não é só ajudar um mendigo, dar esmolas ou essas coisas. Mas é nas pequenas coisas do cotidiano. Por exemplo, posso não ter a intenção de ter filhos ou etc...então por que vou cuidar do meio ambiente? Ora, porque se eu não quero, muitas pessoas os tem e precisam de um mundo melhor para as futuras gerações. Não vamos jogar lixo nas ruas e vamos cuidar do meio ambiente hoje para que o problema não seja ainda maior no futuro.

Claro que duas grandes guerras, a escassez de recursos, o frio e as catástrofes naturais ensinaram muita coisa aos europeus. Tomara que possamos aprender com a experiêcia deles e não precisemos passar por isso para nos darmos conta de que o importante não é o eu nem o eles, mas o NÓS.

Amo o meu país e tenho orgulho de ser brasileira...não trocaria por nada no mundo...nada como chegar na terrinha e poder falar a nossa língus e ser entendido...Mas temos que concordar que temos apenas 500 e poucos anos de história e podemos aprender com sociedades milenares, não é mesmo ;)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Ansiedade mata? MORRI!

Ansiedade...palavrinha que define bem o que eu estou sentindo agora....não consigo dormir e nem tenho sono...sei que tenho que estar bem para o momento de amanhã, mas ao mesmo tempo quero que passe logo...Quantos paradoxos...

O motivo de tudo isso??? Vou casar! Talvez eu ainda não tenha mencionado, mas amanhã é o grande dia...mas de verdade, acho que morro de ansidade antes de acontecer e deixo o noivo viúvo antes do casamento.

Mas o que é isso guria? Não era o que tu sempre sonhaste? Bom, era e ainda é. Mas também é uma grande responsabilidade. Casamento não é só prometer ser fiel a alguém a vida toda...isso é a parte mais fácil de todas, pois se há amor, o desejo tb está lá. Mas também é preciso jurar respeitar essa pessoa e estar ao seu lado, não importa o que aconteça. Isso é o verdadeiro amor eterno. Agora serei responsável pela vida dele também e ele pela minha....

A felicidade não cabe no peito, e a ansidade só pode indicar que estou levando a sério essa coisa toda. Que bom!!! hehe
Um bjo grande a todos, e até mais, qd postarei como uma mulher casada e de responsabilidades!

terça-feira, 15 de março de 2011

Da plasticidade das pessoas...


Nossa, fico impressionada com a capacidade do ser humano de adaptar-se a diferentes situações e em cada uma delas usar suas catracterísticas que mais o favorecerão. Mas isso faz parte das estratégias de sobrevivências dos nossos instintos, desde quando éramos animais não tão evoluídos (iihhh, será que evoluímos mesmo... ;p). Conseguimos, dependo da situação nos tornarmos pessoas mais sérias, divertidas, boas, más...mas a nossa essência não muda. E acho que é essa tentativa de nos adaptarmos a diferentes situações tentando reprimir nossa identidade que nos causa o mal-estar nessa sociedade louca que temos hoje.

Por outro lado, essse mal-estar faz com que não percamos a essência do que somos. Pois acho que quando a pessoa perde a consciência de sua adaptação e não mantém uma essência é porque seu mal-estar já foi tanto, que a fronteira do patológico acabou sendo ultrapassada. Assim, não há mais desconforto para se preocupar, é mais uma estratégia de sobrevivência.

Então acho que hoje é isso. Num mundo globalizado, com tudo acontecendo ao mesmo tempo agora, precisamos sobreviver à nossa sobrevivência e assim acabamos perdendo o melhor de nós mesmos...

Estou terminando de ler um livro interessante sobre isso: "O Mal-estar na Cultura"de Freud, da L&PM. Apesar do autor, eu diria que esse é um livro de filosofia, que se mantém totalmente atual, mesmo já tendo seus 80 anos. A leitura vale a pena para quem tiver interesse.

Bjs a todos! Comentem o que acharam e me sigam aqui do lado ---------->
;)

quarta-feira, 9 de março de 2011

E finalmente o ano começa...


Sim, o ano começa agora. Na verdade acho que no Brasil o Ano-Novo deveria ser comemorado junto com o Carnaval, pois é sempre quando realmente o ano começa. Já perceberam o quão inúteis acabam se tornando os meses de Janeiro e Fevereiro por causa disso??? Passa o Ano-Novo e todo mundo fica adiando tudo para depois do Carnaval, inclusive esta mocinha que vos fala.

No meu caso, esse ano as coisas foram adiadas em duas semanas ainda depois do Carnaval. Meu Ano-Novo começa 19 de março e a minha primeira resolução é me organizar na vida nova.

É isso aí, Carnaval novo, vida nova!!!!

sábado, 5 de março de 2011

Primeiro post a gente nunca esquece...

Mais uma vez estou eu aqui começando um novo blog, mas dessa vez, ao invés de um tema específico resolvi fazer um blog mais geral. Sim, geralzão, queria falar aqui sobre coisas que me incomodam, coisas que eu gosto e coisas que me interessam, trocando ideias com outros usuários.

Esse primeiro post foi adiado em muitos dias...primeiro eu pensei em escrever sobre os cortes feitos pela nossa nova "presidenta" e o quanto me senti traída pelas novas políticas públicas, tão diferentes das alardeadas na campanha eleitoral. E o pior: eu já sabia e esperava por isso, mas mesmo assim, me senti traída. Bom, mas se eu começasse assim, este espaço se tornaria um blog político, e não era essa a intenção. Então o primeiro post foi adiado...

No dia seguinte, fiquei indignada com a notícia do corte de verbas do Ministério da Educação, que foi obrigado a extinguir a SEED (Secretaria de Educação a distância). Com certeza um retrocesso na educação desse país que eu tanto quero ver crescer e que amo tanto que coisas erradas me fazem ficar furiosa. Como acabar com o crescimento da qualidade da Educação nacional que já tem níveis tão pífeos??? Bom, mas aí este blog se tornaria um blog educacional...e também não era a minha intenção. Segurei a vontade de escrever e adiei mais uns dias.

Alguns dias depois a notícia da morte do querido escritor gaúcho Moacyr Scliar me deixou muito triste. Puxa vida, um cara que além de escritor, fez parte da construção da identidade gaúcho e ajudou o despertar de muitas crianças para o prazer de ler e participar da cultura. Em programas de televisão, colunas em jornais, ou até mesmo em palestras em escolas, Scliar me fazia ter orgulho de ser gaúcha, de gostar de ler e de ser uma professora! Vou sentir saudades! Mas bem, se meu primeiro post fosse sobre isso, este seria um blog literário e isso eu também não queria...

Enfim, cá estou...resolvi falar sobre tudo! Deixei a poeira assentar e finalmente sentei para escrever este primeiríssimo post, que fala bastante sobre mim e minhas convicções.

Bjs a todos e sejam bem-vindos!